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Dicas :: A PÉROLA PDF Imprimir E-mail
Escrito por gomarie   
Qua, 06 de Junho de 2012 14:00

A PÉROLA PROVA QUE CONTINUA SENDO OBJETO DE DESEJO ENTRE MULHERES DE TODAS AS IDADES

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"Uma ostra feliz não faz pérola.” Essa afirmação, tão curiosa quanto verdadeira e que dá nome a um livro de Rubem Alves, define bem a dualidade dessas gemas milenares. Descobertas na pré-história, elas fascinam pela raridade – se deixadas aos caprichos da natureza, de cada 3 toneladas de ostras, saem apenas três ou quatro gemas. Isso porque a pérola é uma espécie de cicatriz da concha. Cada vez que o molusco que ali habita é invadido por um corpo estranho, ele secreta o nácar, substância que, depositada sobre o invasor, cristaliza-se rapidamente, neutralizando o agressor. Com o tempo, as camadas de nácar se sobrepõem umas às outras, dando origem às preciosas bolinhas. As perfeitamente esféricas, consideradas as mais valiosas, só se formam quando o intruso é totalmente recoberto, o que faz com que a secreção seja distribuída de maneira uniforme, o que é uma raridade.

Diferentemente das pedras preciosas, a pérola é perfeita au naturel. Não é preciso lapidá-la ou esculpi-la para utilizar na joalheria. A única gema de origem animal que encantaram nobres e plebeus ao longo da história. Dizem que Cleópatra dissolveu pérolas em uma taça de vinho para provar o poder e a riqueza de seu império em um jantar oferecido ao imperador Marco Antônio. Durante o Império Romano, o general Vitellius teria financiado um exército vendendo apenas um dos brincos de pérola de sua mãe. Na Basílica de San Vitale, em Ravena, Itália, Teodora, esposa do imperador Justiniano, é retratada coberta de pérolas em mosaicos do século 6.

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Jóias de laboratório

Hoje, as pérolas naturais representam menos de 3% da produção mundial. As demais são cultivadas em formas e tamanhos variados. O primeiro registro da tentativa de criar uma pérola artificial foi do biólogo sueco Carl von Linné, em 1761. A ideia era simular o processo de intrusão do corpo estranho na ostra – e funcionou. O sucesso do experimento lhe valeu um título de nobreza, mas foram necessários alguns séculos para que o processo se tornasse uma praxe. No começo do século 20, o japonês Kokichi Mikimoto patenteou o método mais difundido, em que são introduzidas sementes de diversas origens no molusco, que se encarrega de cobri-las com camadas sucessivas de nácar.

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Graças a Chanel, as longas voltas de pérolas caíram no gosto da bailarina Josephine Baker, contemporânea da estilista, que provocou rebuliço ao adotar um colar como único figurino de seus shows. Depois, foi a vez de as estrelas de Hollywood se renderem ao poder das pérolas. Marilyn Monroe garantiu o aval do star system para a versão cultivada de Mikimoto ao desfilar uma sexy gargantilha, que ganhara de presente do marido, Joe Di Maggio. Em um dos figurinos mais cultuados da história do cinema, Hubert de Givenchy vestiu Holly Golightly, personagem de Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, com um longo preto e poderosas voltas de pérolas. Senhora de alguma das melhores joias dos red carpets, Liz Taylor tinha particular afeição por La Peregrina, pérola do século 16 que coroava o colar Cartier, presente de Richard Burton, com quem se casou duas vezes. Em 2011, com a morte da atriz, a joia alcançou a incrível marca de 11,5 milhões de dólares em um leilão.

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Galeria: Cada tipo de pérola tem uma particularidade relacionada ao tamanho, à presença do núcleo e à cor. Veja aqui alguns tipos.

Akoya: Também chamada de pérola japonesa, é menor, com diâmetro entre 2 e 9,5 mm, e nasce nos mares do Sudeste Asiático – Japão, Coreia e China. As cores variam do branco ao rosa, passando por nuances prateadas.

De água doce: Conhecida como biwa porque nos anos 1950 foi cultivada no lago homônimo no Japão, é encontrada em moluscos de lagos e lagoas. De forma irregular, é menor e menos valiosa, porém tende a ser mais durável.

Keshi: Totalmente composto de nácar, esse tipo de pérola não tem núcleo, ou seja, se forma quando o molusco expele o corpo estranho. Menores e menos valiosas, as keshis são consideradas um subproduto das pérolas de cultivo, mas chamam a atenção pelo brilho.

South sea: É a maior e mais rara, com gemas que podem chegar a 20 mm de diâmetro. As south seas foram uma febre nos anos 1990, mas acabaram perdendo espaço para as chinesas, mais baratas e fáceis de serem encontradas. Cultivadas nas costas de corais da Austrália, de Myanmar, do Taiti e das Filipinas, podem ser brancas, negras ou douradas. A negra é chamada de “pérola do Taiti” e pode ter um tom cinza-claro ou exibir um arco-íris de cores.

 

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Aula prática

Além do tamanho, há outros quatro critérios de avaliação das pérolas: a forma, que pode ser oval ou assimétrica. Quanto maior a simetria, maior o preço. A superfície também conta, já que a pérola está longe de ser homogênea. Mesmo assim, procure uma superfície lisa. Por fim, brilho e capacidade de refletir a luz são levados em conta. Resumo da ópera: na hora de eleger um collier para chamar de seu, cor e lugar de origem ficam em segundo plano. Basta que sejam redondas, lisas, brilhantes e... enormes!

 

Fonte: http://elle.abril.com.br/materia

Última atualização em Sex, 29 de Novembro de 2013 15:00